"No sobe e desce que vai, intento, inseguro, distante; estranho de se entender. Faz um vai e vem gigante, carregado pela roda brilhante do incerto pensamento. Inútil, por que não compreendes o próprio ser? Capaz seja de inundar a mente e descobrir a cicatriz que lá se formou. Confuso, medonho, fechado, nem ele mesmo consegue enxergar. Observa-se que as notas se compõem na melhor melodia, aquela que o vento não conseguiu levar e a força abriu mão da luta, rendendo-se ao vácuo. Disponha-se! Palavras bailam ao pairar do ar, e por que te aquietas na sombra da noite? O silêncio constrói a dor mas, também caminha pelo vale do descobrimento, conhece os quartos que se escondem e procuram a melhor solução. Motivo? Nem ele mesmo sabe. Apenas mergulha na esperança de que um dia vai passar, sim, vai passar."

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