... Invade o peito sem pedir licença, destrói a alegria e aperta a liberdade. São características de um substantivo indecente, ignóbil, inaceitável mas insistente e, por fim, angustiante. Doi lembrar e saber que não podemos tocar, não podemos sentir o cheiro nem mesmo ouvir a voz. Fazer um jogo de olhares e logo em seguida dar um sorriso como confirmação da simplicidade. Vida, por que distancias o bem? Qual motivo terias por arrancar o brilho do nosso rosto manchando-o com lagrimas? É amarga, dolorosa e triste sua súbita resposta. Temos medo do vão e vindouro, confundimos o talvez com o será e demonstramos o receio nas palavras.
...
"Olho pela janela a brisa do lado de fora jogando de um canto a outro as folhas que da arvore caíram. Me deparo com o inesperado, vejo o simples e lindo, de fato. Lembro me da ultima vez que olhei em teus olhos, sorri de mansinho e recitei-lhe pelo olhar as frases que soaram ao meu ouvido quando o conheci. Tive certeza que aquele momento era único e jamais iria se repetir. Aproveitei-o e perguntei se me amava, abriu os lábios ate as orelhas e confirmando fixou-se em mim. Me sentia triunfar naquele instante. Concentrei me em sua face e fechando meus olhos gravei o instante em minha mente. Hoje somente me recordo, com um aperto no peito, as lembranças do meu primeiro e único amor."

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